29 de março de 2011

Sobre afinidade!

A afinidade não é o mais brilhante, mas o mais sutil,
delicado e penetrante dos sentimentos.
É o mais independente.
Não importa o tempo, a ausência, os adiamentos,
as distâncias, as impossibilidades.
Quando há afinidade, qualquer reencontro
retoma a relação, o diálogo, a conversa, o afeto
no exato ponto em que foi interrompido.
Afinidade é não haver tempo mediando a vida.
É uma vitória do adivinhado sobre o real.
Do subjetivo para o objetivo.
Do permanente sobre o passageiro.
Do básico sobre o superficial.
Ter afinidade é muito raro.
Mas quando existe não precisa de códigos
verbais para se manifestar. Existia antes do conhecimento, irradia durante e permanece depois que as pessoas deixaram de estar juntas. O que você tem dificuldade de expressar a um não afim, sai simples e claro diante de alguém com quem você tem afinidade.
Afinidade é ficar longe pensando parecido a
respeito dos mesmos fatos que impressionam,
comovem ou mobilizam. É ficar conversando
sem trocar palavras. É receber o que vem do
outro com aceitação anterior ao entendimento.
Afinidade é sentir com. Nem sentir contra, nem sentir para, nem sentir por, nem sentir pelo. Quanta gente ama loucamente, mas sente contra o ser amado.
Quantos amam e sentem para o ser amado,
não para eles próprios.
Sentir com é não ter necessidade de explicar o que está sentindo. É olhar e perceber. É mais calar do que falar, ou, quando é falar, jamais explicar: apenas afirmar.
Afinidade é jamais sentir por. Quem sente por, confunde afinidade com masoquismo. Mas quem sente com, avalia sem se contaminar. Compreende sem ocupar o lugar do outro. Aceita para poder questionar. Quem não tem afinidade, questiona por não aceitar.
Afinidade é ter perdas semelhantes e iguais
esperanças. É conversar no silêncio, tanto nas possibilidades exercidas quanto das impossibilidade vividas.
Afinidade é retomar a relação no ponto em que parou sem lamentar o tempo de separação. Porque tempo e separação nunca existiram.
Foram apenas oportunidades dadas (tiradas) pela vida, para que a maturação comum pudesse se dar.
E para que cada pessoa pudesse e possa ser, cada vez mais a expressão do outro sob a forma ampliada do eu individual aprimorado.
Autor(Artur da Távola)
Nossa...leio esse texto e vejo uma realidade nua e crua sobre minha vida nesse monento...vejo o quanto a vida da voltas, e como a vida pode nós dar novas chances.
Você reclama que a vida não é justa com você? E o que você faz pra mudar isso? Você fica a espera de que algo apareça na sua vida e mude essa situação? Ou você corre atrás da solução?
Muitas vezes na minha vida eu tive que ariscar, escolher entre o que eu queria...e/ou que eu precisava fazer...entre o que era melhor para mim...ou para minha família...se dividir entre duas pessoas...quer saber? não funciona...no final você não é aquilo, nem isso...dividido ninguém funciona...porque não está completo.Se você se divide entre dois mundos, você coloca metade de você em cada coisa...e ai nada é seguro.Por isso muitas vezes tempos que abrir mão de certas coisas, ou pesar o que vale e é mais importante...sua felicidade ou não?
Eu comecei esse ano com metas e a principal delas era...não ter medo de continuar ariscando...fiz isso ano passado...e elas escolhas me fizeram acreditar que isso é perigoso, que meu senso de julgamento pode me levar a cometer erros e esses a me magoar e principalmente magoar outras pessoas.
Mas para certos riscos existe também certos acertos, e se você se arisca para ser feliz...pode ter certeza que existe 50% de chances de dar certo...mas pra conseguir os outros 50% tem que ter persistência!!
E sabe quando uma "coisa" fica martelando na sua cabeça, volta e meia ela vem e fica fazendo você ter ideías? Pois bem...escute essa "coisa"...rsrs...ela pode mudar sua vida...e vou dizer por experiência...essa "coisa" pode te trazer aquela felicidade que você tanto procurava...e enfim encontrou...
Obrigada Deus por me fazer acreditar, e Obrigada EU! por ter coragem de ariscar...rsrs...
E Obrigada você...por acreditar! Obrigada...por essa afinidade...que me faz acreditar!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Observação: somente um membro deste blog pode postar um comentário.