Quando eu nasci, não tinha noção do que ser mulher poderia significar para mim...
Quando estava no alge da infância, com minhas bonecas e brincadeiras de guria os meus conhecimentos sobre ser mulher começaram a ser mostrados(cuidar de bonecas bebês, fazer comidinhas, limpar a casa)...
Quando entrei na adolescência descobri que o primeiro e verdadeiro motivo de ser mulher era que a partir daquele momento, todo mês eu teria que passar por dias desagradáveis (pra mim é desagrável até hoje)...
Quando passei dos vinte e cinco, comecei a me considerar mulher de fato, nada contra os 18 ou 21 anos, que nós declaram de maior idade...mas para mim, meus 25 anos foram a declaração de que me sentia com maturidade de uma mulher(não sei porque direito)...
E falando em maturidade de mulher, eu ainda me pergunto: O que nós faz maduras tão cedo? Pergunto isso porque nós mulheres comprovadamente somos mais maduras e/ou aprendemos a ser muito antes dos homens, e essa maturidade vem desde cedo, claro que isso depende muito do meio em que vivemos, mas falando por mim, hoje olhando pra trás vejo que me pus adulta antes mesmo de poder ser, deixei de lado coisas que deveriam fazer parte de minha infância, adolescência e por fim estava adulta...
Não quero parecer reclamando da vida, das coisas que não tive ou que abri mão de ter, é somente um fato de minha vida, conseguência de escolhas feitas por mim ou dadas a mim...
Se eu sou o que sou hoje, isso é resultado de tudo que vivi e aprendi ao longo desse caminho, já fiz tantas escolhas mal feitas, já abri mão de muita coisa por vários motivos, já assumi muita coisa que não cabia a mim, já consegui tantas coisas que não pensei que ia conseguir...
Olhando pra trás e analisando a gente sempre tem uma tendência a só ver o que de ruim aconteceu, e isso é fato! Não adianta me dizer que só viu o lado bom das coisas porque isso pra mim não existe, e até porque a dor ou tristeza tem uma tendência forte de enraizar na gente, e se descuidamos, acabamos carregando dores e tristezas ao longo da vida sem mesmo perceber.
Em minha fase de mulher adulta eu demorei para aprender a usar o perdão como o meio de liberar de dores e tristezas, mas aprendi...
Aprendi que toda vez que eu descubro a fonte de um sentimento que me faz mal, eu tenho duas escolhas: Alimentar esse sentimento, ou mata-lo de fome perdoando e eliminando esse sentimento em mim.
Mas o mais difícil nesse processo de perdoar, não foi perdoar os outros e sim a eu mesma, pois quando reconhecemos que falhamos e nós sentimos culpados por isso, deveria ser fácil poder dizer ou pensar: Ok, errei eu reconheço, eu não sou perfeito, tenho falhas e posso comenter erros...por isso me perdôo! Eu disse "deveria" ser fácil fazer isso, mas no meu caso nunca foi...por vários motivos que sinceramente nem eu sei explicar direito...
Mas o que importa e vale é que isso é passado, e eu aprendi a me perdoar e não somente aos outros. Não é fácil, exige uma grande dose que reconhecimento de falhas, e olhar para o próprio umbigo e ver que não somos perfeitos e eu sinceramente não tenho pretenção de ser, mas cuido para que no futuro minhas falhas sejam aceitáveis, aquelas que são pequenas manias toleráveis de se conviver.
Porque esperar perfeição ou uma pessoa que não nós decepcione não existe, a menos que você seja o tipo de pessoa que acredita em Papai Noel, Coelhinho da Pascoá...hehehe...ta, ok...eu acredito! Mas isso não me impede de viver com os pés no chão e ser 99,9% prática com relação as coisas da vida. Afinal a gente precisa ter um lado infantil e crer em certas fantasias, em coisas puras e boas...mas isso não deve te impedir de cair na realidade sempre que for necessário.
E como a mulher adulta nasceu em mim bem antes do que devia, eu devo dizer...algumas coisas demoram mais para acontecer em minha vida, mas como acredito que tudo acontece no momento certo e com quem tem que ser, nenhum arrependimento ou desapontamento me tira as alegrias e conquistas que tive, e ninguém nunca mais vai me dizer ou fazer sentir menos ou menor, não darei mais o direito a nenhuma pessoa nesse mundo de me julgar ou condenar, e não darei mais nenhum minuto de minha vida a pessoas ou coisas que me fazem mal ou triste. Essa é a meta de uma vida que decidi viver...
E declaro aqui...a Luzia que um dia eu conheci, ou que você conheceu...não é mais a mesma...e a cada dia ela está em fase de mudança...em fase de nova construção, pois não nós fazemos sozinhos...precisamos de pessoas, coisas e fatos para ser o que somos, e eu agradeço a tudo isso...todos os dias!
MUITO OBRIGADA!
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