16 de outubro de 2014

PARA VIVER UM GRANDE AMOR…

Paixão é aquele sentimento que quase te faz perder o ar diante do objeto de sua afeição. Que faz com que você queira passar as vinte e quatro horas do dia e os sete dias da semana ao lado da pessoa que parece conhecer cada detalhe do seu corpo e da sua mente, que mexe com você de maneira até então inimaginável.
Paixão é aquela ebulição, aquilo sobre o qual não se tem controle, que nos deixa protegidos, mas inseguros, que nos faz corajosos, mas também covardes. É um sentimento polar, capaz de provocar dor e delícia em doses igualmente cavalares. Insanas, até.
Mas paixão é momentânea. Por isso relacionamentos duradouros não sobrevivem de paixão, mas de admiração e empenho. Casais juntos há cinco, dez, vinte, cinquenta anos pautam a solidez de suas relações tomando decisões difíceis dia após dia. Decide-se dizer a verdade, decide-se ser fiel, decide-se ter paciência. Faz- se a escolha, dia após dia, de permanecer junto àquela pessoa que nos ajuda a atravessar o mar tempestuoso que lava cada um de nós por dentro. Compromete-se com o outro a cada novas vinte e quatro horas.
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É por isso que só pessoas maduras são capazes de amar.
Para viver um grande amor é preciso saber distinguir amor de paixão e isso só é plenamente possível depois de passar por experiências de paixão muitas vezes dolorosas e traumáticas. Existem exceções, claro, mas para elas torna-se especialmente difícil lidar com a volatilidade dos nossos desejos. Pede-se então, dose extra de paciência, de si e do parceiro.
No entanto, muito mais comum é que em decorrência de experiências más sucedidas que geram traumas, as pessoas desistam de amar. Ou passam a acreditar que não merecem ser felizes. Que amar é uma tarefa para a qual não nasceram, cujo apenas alguns são privilegiados. Um triunfo do qual não compartilham.
Então só veem diante de si dois caminhos:
Sujeitarem-se a relacionamentos fadados ao fracasso, em que não há afinidade, carinho, e, às vezes, nem desejo. Projeta-se imagens que não reproduzem a realidade. É o que chamamos por aí de relações de aparência, essas cujo afã de parecer ser o que não é suga qualquer resquício de sinceridade para com os outros e para com elas mesmas. Permite-se que essas relações minem a autoestima dos que a compõem, muitas vezes adentrando um terreno de puro desrespeito. Mais traumas.
Ou afundarem-se num terreno de solidão e inseguranças cada vez mais crescentes. Até que o coração se enrijeça e que passem a olhar com desprezo os que ainda se aventuram no terreno da vida pela experiência de comunhão com o outro, com os vários elementos que o outro representa. O amor é o maior exercício para o qual fomos designados neste mundo. Claro, se vive amor de maneiras diversas, mas as relações afetivas e românticas são o epicentro da coisa toda.
São essas as mesmas pessoas que às vezes, numa conversa, zombam do amor. Aquelas que consideram ridículos os que ainda permitem-se e optam, diariamente, em viver suas histórias de amor. Tudo bem, o amor pode ser zombado também. Pode ser ridículo.
Mas ridículo mesmo não são as palavras e descrições que não conseguem ultrapassar os clichês. Nada mais ridículo que gente que tem medo de amar.
Viver é uma tarefa para a qual não fomos treinados. Pessoas cometem erros. Muitos. Dos mais diferentes tipos. De que outra maneira se aprende? Triste mesmo é não saber superá-los. Por medo, ou pior ainda, por convicção.
Deixamo-nos vencer por traumas e experiências ruins várias. Deixamos de nos esforçar em compreender. Logo, deixamos de perdoar o outro mas deixamos de nos perdoar, também. Fechamos as portas para os outros, mas também para nós mesmos. Meio que deixamos de nos amar.
Para viver um grande amor é preciso pedir licença. Deem um passo ao lado, por favor, o orgulho que nos faz guardar rancores e mágoas em vez de conceder perdão, passo ao lado por favor o medo e a insegurança que nos impede de administrar e ajustar expectativas e realidades.
Não tem vocação maior que a de ser feliz. E a felicidade, como se sabe, é maior quando compartilhada.
As vinte e quatro horas do dia não dão conta do amor.
Boa sorte para você!!

Fonte: http://thesecret.tv.br/2014/10/para-viver-um-grande-amor/

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